terça-feira, 6 de dezembro de 2016

[RESENHA] As crônicas do matador de reis: O nome do vento


Ano: 2009 
Páginas: 656
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Sinopse: "Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade."

Como dito na sinopse, o livro segue a história de Kote, num estilo em que o próprio personagem conta sobre sua própria vida, em um mundo onde o mesmo é uma lenda, descobrimos todas as verdades e inverdades sobre a vida desse homem. Um dos pontos mais positivos dessa obra é o seu mistério, o autor não entrega nada de bandeja, ao começar a ler o livro você é simplesmente jogado de cabeça nesse universo, sem explicação nenhuma, e com o decorrer do desenvolvimento da história ele vai adicionando os detalhes sobre o mundo em que se encontra aos poucos, e mesmo assim você tem que ligar pontos e muitas vezes desconfiar, já que é um mundo repleto de suas próprias histórias e as pessoas alteram essas histórias.

Ao adentrarmos finalmente no passado de Kote somos presenteados com personagens incríveis, o que torna tudo interessante desde a infância do protagonista, cada um dos personagens devidamente apresentados tem suas peculiaridades, deixam sua marca e faz com que criemos laços da mesma forma que o personagem principal. O próprio protagonista em sim é algo a se admirar, apesar de ser praticamente um gênio, ele é extremamente palpável pelo fato de cometer erros, muito e muitos erros, como diz na sinopse, ele pode ser tanto o herói quanto o vilão, então aquela falta que sentimos em outros protagonistas, falta de um lado sombrio, não existe aqui, claro que o lado do bem é o mais óbvio mas Kote tem muita escuridão dentro de si, o que fica evidente em inúmera situações.

Como em toda boa fantasia, o livro é recheado de descrições, o que o autor faz muito bem. As descrições bem feitas não se restringem só a cenários, mas em momentos, muitas vezes poéticos. Entrando no assunto da arte, a música é algo muito presente no livro, é como um órgão vital do protagonista e logo se torna vital para nós também. Temos também a magia, mas níveis diferentes de magia, temos magia atrelada a ciência, o que torna os momentos na universidade extremamente interessantes, mas há também magia épica, magia do "grande trambolim" como citado no livro.

O livro é uma leitura excepcional do começo ao fim, mostra claramente o motivo de estar no topo dos mais vendidos do The New York Time, Patrick Rothfuss cons
eguiu criar algo épico e que encanta pessoas de todas as idades. "O nome do vento" é primeiro de uma trilogia, pode também ser conhecido como "Primeiro dia", já que Kote diz ao cronista que contará sua história em três dias, o segundo livro " O temor do sábio" já está disponível e o terceiro e último " As portas de pedra" está sendo escrito a 4 anos e esperamos seu lançamento entre esse e o próximo ano, com certeza vem aí outra obra de arte da fantasia.

Abraços, Lauro.
 

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