quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

[RESENHA] Just Listen (Sarah Dessen)

Ano: 2010 
Páginas: 308
Idioma: português
Editora: Farol Literário

Sinopse: Depois de ter sido pega com o namorado da melhor amiga numa festa, Annabel Greene começa o ano letivo sozinha e sendo ignorada pelo resto da escola. Mas o que realmente aconteceu naquela noite ainda é segredo, que ela não se arrisca a contar para ninguém. Os problemas de Annabel são explicitados pela recusa da família em admitir os próprios problemas, a fissura da mãe para que as filhas virem modelos famosas e Whitney, a irmã do meio, que sofre de anorexia. Uma amizade com Owen, o DJ da rádio comunitária, que tenta constantemente ampliar os gostos musicais de Annabel, fará a tímida jovem aprender a falar a verdade, doa em quem doer.

Apesar de gostar bastante desse gênero especifico e já presenciar alguns paralelos entre Collen Hoover e Sarah Dessen (ouvir muitas criticas de fãs também), nunca tinha parado para ler algum material dela, esse foi meu primeiro contato, e confesso a vocês que fiquei MUITO surpresa. 

A Sarah tem uma maneira só dela de escrever, ela leva seu próprio tempo e constrói a historia como se tecesse uma teia minimalista, com pontos que no começo são ''aparentemente'' insignificantes, mas que no processo de formar a obra, ganham importância e dão profundidade lindíssima.

Nesse livro temos a Annabel. Ela tinha tudo que qualquer garota desejaria ser. Vive em uma família tranquila e amorosa, tem duas irmãs incríveis e populares, e todas elas fazem trabalho de modelo, porém a vida Annabel é muito mais do que aparências. A profundidade da introspecção dela é tamanha que ninguém em sua casa percebe o quanto ela se sente estranha, triste, ou quando algo a incomoda. 

A autora trabalha várias problemáticas contextualizadas, temos uma mãe que se recuperou de uma depressão, uma irmã com distúrbio alimentar, um pai que não é exatamente um exemplo de presença. No meio desse turbilhão de emoções, Annabel se sente sufocada e não consegue encontrar e usar da sua verdadeira personalidade livre e despreocupada. 

Um dos pontos mais altos da obra são as experiencias familiares. A autora se preocupou em ''juntar'' a família e dar um significado a todas as fases que eles passaram, sempre ajudando um ao outro, o que poderia ser um pouco contraditório com a imagem que temos assim que começamos a ler o livro, mas a realidade é que a autora nos surpreende com momentos muito bonitos e rotineiros, aspectos que poderiam facilmente se encontrar em qualquer família.

A relação de Annabel com whitney me tocou, confesso que me tocou muito mais que a relação dela com owen. Elas duas nunca foram irmãs muito próximas, apesar de conviverem harmoniosamente, ambas eram muito tímidas e quietas. No momento que a doença de whitiney é descoberta, a amizade das duas acontece de forma gradual. 

Poucas coisas me incomodaram no livro, e uma delas é o relacionamento de Annabel e owen. Owen é o cara dos sonhos em uma fôrma sombria, ele é atencioso, meigo, tem um gosto musical peculiar e que apesar de ter tido problemas com raiva no passado, hoje em dia ele é muito bem condicionado e um exemplo de controle. Mas apesar de todas as características fantásticas de ambos os personagens, acredito que eles funcionem muito melhor separados, como amigos, sem uma relação amorosa no meio. Esse foi um dos casais mais sem química de toda minha historia de leitura, sério! Mas não se deixem desanimar por causa disso, esse livro é muito mais que uma historia de amor entre jovens. 

Espero que gostem. 

4/5





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