sábado, 11 de fevereiro de 2017

[RESENHA] A rebelde do deserto (Alwyn Hamilton)

Ano: 2016 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Seguinte


Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. 
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

Amani é forte e corajosa, dotada de uma capacidade espetacular de atirar precisamente nos seus alvos, saber argumentar com sabedoria, tem sentidos aguçados para encrenca e articular planos excelentes. Essas características certamente fariam qualquer um ser respeitado no deserto, qualquer um, menos uma garota pobre e órfã, que é onde ela se enquadra. 

Eu tenho gostado muuuito de livros que retratam a cultura oriental, depois de ler Uma chama entre as cinzas, fiquei encantada com aspectos da mitologia e procurei outros livros com cenários semelhantes, e foi quando encontrei essa obra divina.

 Comecei a ler sem nenhuma expectativas, não conhecia nada da autora nem tive nenhuma indicação direta que falasse sobre a obra. Comecei a ler o livro como quem não quer nada, e logo de cara me deparo com um banquete de mais de 50 paginas contos e crenças sobre a cultura, explicados minuciosamente todos os pontos principais. A leitura é bem fácil de acompanhar , mas como tem explicações detalhadas, demora um pouco para as coisas pegaram um ritmo considerável, então tenha calma e continue lendo. 

 O deserto é um lugar difícil de viver e Amani sabe bem disso, principalmente na vila onde ela mora, onde tudo é escasso e as lembranças são muito dolorosas. O seu maior sonho é fugir de lá e ir para capital Izman,  lugar onde sua mãe sempre sonhou. Ela tem esse plano articulado meticulosamente na sua cabeça e até então tudo já está praticamente encaminhado, até que ela encontra um forasteiro e tudo começa a desandar. 

 O romance é de longe um dos pontos mais apagados da obra (confesso que não senti tanta falta, estava constantemente sendo bombardeada com alguma explosão inesperada). A historia do forasteiro é incrível, e ele subiu muitos degraus no meu conceito quando se mostrou muito mais do que um menino misteriosamente fechado e com um passado doloroso demais para se abrir (eca). 

A relação de irmandade é um pouco trabalhada na obra, não é nada muito emocionante e diferente do normal, mas acredito que a autora vá trabalhar esse ponto no próximo livro (esperamos). O preconceito em relação a mulheres e seres espirituais também é muito debatido e focalizado.

A exportação de armas e a constante observação do exterior nesses países do oriente é retratado de forma muito contextualizada com a mitologia. Uma sacada muito interessante da autora que consegue despertar a curiosidade de muitos pessoas sobre o assunto. 

Considerei uma leitura fantástica e com pouquíssimos erros ,estou extremamente ansiosa pelo próximo livro. Espero que gostem.

5/5


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