quarta-feira, 8 de março de 2017

[RESENHA] A rosa e a adaga (Renée Ahdieh)


Ano:2017
Páginas: 368
idioma: Português
Editora: Globo alt


Sinopse: Inspirada nos clássicos contos do livro As mil e uma noites, produzidos entre os séculos XII e XVI, Renée Ahdieh criou uma história que conquistou leitores e chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times. A rosa e a adaga conclui o enredo de romantismo, traição, intrigas e mistério iniciado em A fúria e a aurora.

A jovem Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela concentra forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Com uma narrativa envolvente e repleta de referências à cultura árabe, a autora desenvolve um universo de intriga política, magia negra e relações complexas. Os personagens, que em A fúria e a aurora já haviam conquistado o coração dos leitores, tornam-se ainda mais marcantes, profundos e sedutores.



Após o final do primeiro livro, sustentei algumas expectativas sobre a segunda obra, como ela iria se desenrolar, de que maneira khalid iria resolver os problemas políticos, amorosos e seus conflitos internos e como shazi iria conciliar a sua vida como esposa de um ''assassino'' com a sua família de origem. A forma como tudo se desdobrou foi interessante, a autora certamente pesquisou bastante antes de escrever, porém eu não diria que foi melhor que o primeiro livro. Na verdade acredito que seja até um pouco inferior, levando em conta a premissa e a maneira que ela poderia se desenrolar e o caminho que acabou indo.

Somos apresentados a uma shazi mais eficiente, que tenta a todo custo formar estrategias e maneiras de ajudar seu amado Khalid, que até então tem sido interpretado de forma errônea pelo seu povo com uma fama que não condiz com a sua personalidade. A tentativa de desconstruir o preconceito da imagem de khalid é muito presente nessa obra, enquanto em ''A furia e a aurora'' ele apenas aceitava por causa da culpa que ressentia, nesse livro temos um Khalid que revida com atitudes altruístas, ele mostra que realmente se preocupa com o seu povo e sabe gerenciar suas prioridades. 

A relação de shazi com a sua família é tensa, a principio ela escondia muitos segredos que não poderia revelar nem para sua irmã, que é uma das amigas mais antigas e sua fiel confidente desde sempre, isso atrapalhou a relação delas e shazi se sente impotente por não poder revelar alguns mistérios que não te cabem. A relação com o seu pai se resume a uma palavra : traição. O pai dela já pisa na bola no primeiro livro e no segundo só piora, me decepcionei bastante com ele e com o final que ele teve. 

Os personagens secundários do primeiro livro também estão presentes nessa obra e trazem muitas surpresas. 

Me decepcionei um pouco com a afinidade de shazi e Khalid, no primeiro livro eles começam algo, uma faísca química entre eles, mas sinto em comentar que eles quase não se encontram nesse livro, portanto não existe muita interação entre eles. Achei forçado em alguns momentos e desnecessário em outros.

A mitologia oriental foi citada algumas vezes mas nunca profundamente, em alguns momentos até encontramos situações em que ela é usada, mas não existe uma ideia linear contextualizada, a sensação que eu tive foi de deslocamento por não ter sido usada de maneira precisa.

Espero que gostem

2,5/5



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