sexta-feira, 5 de maio de 2017

[RESENHA] A bela que domou a fera (Eloisa James)

Ano: 2017
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Arqueiro


Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Eu sempre gostei de livros que fazem referências claras a contos de fadas e fantasias clássicas em geral. Nesse livro temos uma ideia de releitura da bela e a fera com uma das minhas series favoritas, Dr.House, sei que pode parecer sinistro e irreal, mas o resultado foi espetacular. Existe uma acidez no humor do conde de Marchant digna de Gregory House, além dele usar uma muleta e ter uma das pernas com um problema de cicatrização do músculo, clara analogia ao principal problema que torna o Dr.House hipocondríaco (No livro, essa é uma das principais preocupação de Piers)

A bela, ou melhor, Linnet, tem poucos aspectos semelhantes a personagem principal da obra que foi referenciada. Ela é uma garota jovem, que teve seu suposto ''futuro'' na sociedade arruinado por causa de fofocas da aristocracia. Bem clichê, eu sei. Mas quando encontramos clichês bem desenvolvidos, a tarefa de suportar uma premissa repetitiva se torna menos um fardo e mais divertido.

A relação de Piers e Linnet é incrível, eles são extremamente compatíveis em descordar de tudo que não deveriam concordar e concordar com ideias frívolas que não fazem muito sentido, resultando em uma relação de atritos na maior parte do tempo. (O próprio Piers admite que Linnet é sua versão masculina) e muito divertida de ler. O livro nunca fica monótono, sempre tem reações inesperadas por todos os lados. 

A ultima parte do livro foi completamente imprevisível. Pelo meu acervo de livros de época lidos, eu sempre espero algo para o final, a mocinha fica com o mocinho e bla bla bla, e geralmente é assim. Mas nesse livro, o inusitado foi o desenvolvimento que levou ao final. MUITO BOM! nunca imaginaria um the end daqueles. A Eloisa sempre arrasa nos livros, indico absolutamente todos dela. 

Espero que gostem.
4/5

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